sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Justificando a ausência

   Essas duas últimas semanas foram um tanto conturbadas. Foram semanas de adaptação, de crescimento, de responsabilidades e de muitas noites sem dormir. Tive que aprender, na marra, o que é cumprir os compromissos dentro de seus prazos. A verdade é que nunca fui exemplo quando o assunto é horário, em qualquer ocasião. Chegar atrasada é minha marca registrada e entregar os trabalhos do colégio quase um mês depois da data estipulada se tornou rotina. Má rotina, diga-se de passagem. 
   Foi por conta disso que, depois de milhões de sermões de meus pais e mais um tanto de professores e coordenadores, percebi o buraco sem fim que estava caindo... e sem corda para sair. Decidi estudar. Decidi fazer todos os trabalhos, listas e exercícios atrasados. Em resumo, decidi passar dias e noites em claro, atrás de um final de ano mais tranquilo, em que eu possa respirar com calma e aproveitar em paz.
   A jornada ainda não acabou. Aliás, nunca acaba. A organização há de ser algo constante e necessário no nosso dia a dia, e cabe a nós mesmos inseri-la nesse meio. Não digo que, para viver bem, precisamos ser absurdamente metódicos e organizados. Longe de mim pensar dessa forma. Mas digo, por experiência própria, que deixar as coisas "pra amanhã" é o mesmo que empurrar a poeira pra debaixo do tapete. Hora ou outra, a limpeza terá de ser feita, e com muito mais dificuldade. Como minha avó sempre me disse, "pra que deixar pra amanhã o que podemos fazer hoje", não é mesmo?
   Enfim, peço perdão pela ausência, pelo texto feito às pressas e pelo assunto um tanto chato. Assunto chato mas que, inevitavelmente, tá me ensinando uma série de coisas que eu, aos 17 anos, me recusava a aprender. Hoje, vejo que são coisas necessárias e extremamente importantes para nosso convívio, tanto com o mundo, quanto com nós mesmos.

Clara Ayroza


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