Olá e meus pássaros, espero que tenham tido um final de semana tão bom quanto o meu! Enquanto digito sinto como se os meus pés, que foram escravizados pelo som e pela badalação, estivessem reclamando comigo. Mas acontece... Na madrugada do sábado fui para uma boate e não me importei com nada, meu foco era a música e o que ela tinha para me proporcionar. No domingo fui para uma festa de uma amiga que vai se mudar pra Londres - sinto uma inveja branca disso - e até gangnam style misturado com pagode baiano rolou. Pois bem, mas não é sobre o fato de que desci até o chão dançando tecnobrega que vim aqui, o que eu quero compartilhar com vocês é uma coisa que ouvi hoje e me deixou bem inquieto. "Paulo, você é daquele tipo que as pessoas amam ou odeiam." De imediato me preocupei, pensei em todas as centenas de pessoas que deveriam me odiar, mas antes que o pensamento ganhasse espaço, meu amigo sorriu para mim e disse: assim que é bom. Acho que entendi o que ele quis dizer, ficar preso no mundo da indiferença deve ser muito chato. Se não for branco, que seja preto, mas não me venha com meios termos porque não faz bem e já saiu de moda. Sei que nós também somos feitos de inconstâncias, dúvidas e subimos em cima do muro de vez em quando, mas isso não significa que seja benéfico as pessoas nos olharem e enxergaram um vazio, certo? Somos bem mais do que isso! Olhe torto ou dê um piscada, mas me note. Então que o melhor de mim continue atraindo os bons e afastando os que não me compreendem, que o pior de mim reforce as amizades e destrua as falsas e que meu eu sincero continue no domínio de minha vida. Grite ou sussurre, elogie ou pragueje, estenda a mão ou aponte, faça o que achar melhor do tanto que em algum momento meu nome tenha surgido em sua mente e feito bagunça.
Já diziam: se beber não tire fotos.
After party.
Paulo Justiniano
