segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Não nasci para o cinza e meu nome é feito de neon

   Olá e meus pássaros, espero que tenham tido um final de semana tão bom quanto o meu! Enquanto digito sinto como se os meus pés, que foram escravizados pelo som e pela badalação, estivessem reclamando comigo. Mas acontece... Na madrugada do sábado fui para uma boate e não me importei com nada, meu foco era a música e o que ela tinha para me proporcionar. No domingo fui para uma festa de uma amiga que vai se mudar pra Londres - sinto uma inveja branca disso - e até gangnam style misturado com pagode baiano rolou. Pois bem, mas não é sobre o fato de que desci até o chão dançando tecnobrega que vim aqui, o que eu quero compartilhar com vocês é uma coisa que ouvi hoje e me deixou bem inquieto. "Paulo, você é daquele tipo que as pessoas amam ou odeiam." De imediato me preocupei, pensei em todas as centenas de pessoas que deveriam me odiar, mas antes que o pensamento ganhasse espaço, meu amigo sorriu para mim e disse: assim que é bom. Acho que entendi o que ele quis dizer, ficar preso no mundo da indiferença deve ser muito chato. Se não for branco, que seja preto, mas não me venha com meios termos porque não faz bem e já saiu de moda. Sei que nós também somos feitos de inconstâncias, dúvidas e subimos em cima do muro de vez em quando, mas isso não significa que seja benéfico as pessoas nos olharem e enxergaram um vazio, certo? Somos bem mais do que isso! Olhe torto ou dê um piscada, mas me note. Então que o melhor de mim continue atraindo os bons e afastando os que não me compreendem, que o pior de mim reforce as amizades e destrua as falsas e que meu eu sincero continue no domínio de minha vida. Grite ou sussurre, elogie ou pragueje, estenda a mão ou aponte, faça o que achar melhor do tanto que em algum momento meu nome tenha surgido em sua mente e feito bagunça. 

Já diziam: se beber não tire fotos. 
After party.

Paulo Justiniano 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Trilha sonora

   Se tem algo que não vivo sem, é música. Independentemente do estilo, da banda, da letra. Música, pra mim, não tem idioma. Se é boa ou ruim, tanto faz. O importante é a forma que ela nos toca e os inúmeros sentimentos e emoções que desperta em nós. Atualmente, tenho ouvido coisas mais calminhas e que a letra traga um pouquinho de poesia. Nada procurado, tudo pelo acaso. Compartilho aqui três das minhas atuais-preferidas: 


Mallu Magalhães - Sambinha Bom

   Não minto, ela nunca me atraiu. Sempre achei as músicas meio chatinhas e um tanto bobas, até que seu novo álbum, "Pitanga", foi lançado e me cativou de vez. 


Silva - A Visita

   Quem me apresentou essa preciosidade (sim, preciosidade, pois me apaixonei de cara) foi o próprio Paulinho, colega de blog e amigo de vida. De imediato, me encantei. E me encanto a cada segundo de música. 


Apanhador Só - Nescafé

   Tive a oportunidade incrível de ir a um show dessa banda do sul no Sesc, ao lado de uma das minhas melhores amigas que, por sinal, me arrastou pra lá. Não fazia ideia de como soava a música deles e nem do estilo tocado, mas não bastou uma música pra eu me entregar. Os caras são demais. 

. . .

   Enfim, espero que tenham gostado desse pouquinho musical que tá tomando conta do meu quarto, dos meus ouvidos e do meu peito.

Clara Ayroza

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Somos uma pintura cubista

   Dizem que dá sempre pra se tirar algo bom até nas coisas mais simples e inesperadas da vida, que se você se permitir é capaz de viajar para diferentes lugares percorrendo o mesmo caminho, ou só fechando os olhos - navegar no óbvio encontrando o surreal. Foi isso o que aconteceu enquanto estudava para minha prova de Literatura, vi alguns quadros cubistas e no meio daquelas cores e formas, que ao mesmo tempo pareciam bagunçadas e perfeitamente encaixadas, sonhei. Picasso em nenhum momento pensou em pintar um quadro meu, mas naquele breve momento, diante de meus livros e devaneios, pensei que eu poderia ser uma pintura cubista. Onde em mim não consigo achar apenas uma cor e dificilmente explicação, o vermelho de meu gargalhar com o branco de minha tranquilidade se misturando da forma mais sublime, meu olho que se confunde com um abraço, o nariz com o gosto, a mão com a velocidade em que caminho. Na verdade, isso não é exclusividade minha, mas penso que todos são assim. É impossível olhar pra uma pessoa e imaginar apenas uma face dela, uma forma, uma cor, um estilo ou um único resultado. Somos um mundo! Há quem seja cubo, outros quadrados, há quem prefira triângulos e até mesmo desperte retângulos, ganhamos uma forma sem nome com o passar do tempo, por isso somos essa expressão numérica que até mesmo Deus tenta desvendar. Mas no fundo eu gosto é disso, da bagunça que em um toque é requintada, que com um olhar cuidadoso é compreendida e se torna especial. Se você parar pra observar uma pintura cubista, vai sempre achar algo novo, assim como o velhinho quieto da esquina que você descobriu semana passada que tem uma tatuagem nas costas, que a amiga super religiosa de sua mãe é lésbica reprimida e que o mais nerd da sala toma uma garrafa de vodka sozinho. Há sempre mais em nossos parênteses. Toda essa viagem que eu fiz, não durou mais que dois minutos, acordei e esperei a coragem para voltar a estudar. Nessa simplicidade do cotidiano, descobri que é possível sim encontrar um verso ou arte que me diga um pouco de mim, de você, do universo. 

Paulo Justiniano

Sobre a felicidade

   Viajar com o colégio é sempre bom, mas viajar para lugares em que parte do seu coração mora, é melhor ainda. É como se, mesmo longe, a gente se sentisse em casa, e não tem coisa que eu goste mais do que me sentir em casa. Estar ali, em meio àquele rio de saudades, só fez com que uma série de lembranças invadissem minha mente. Só eu sei o tamanho da importância que aqueles 7km de praia têm pra mim. Por uma fração de segundo, revivi cada momento que passei naquele lugar. Cada palavra, cada abraço, cada passo. Tudo aquilo que me completava, mas já não completa mais. Tudo aquilo que me sorria, mas já não sorri mais. Tudo aquilo que eu amava, e continuo amando em dias atuais. Eu era feliz e não sabia. Eu sou feliz, mas não sabia. Foi chorando a nostalgia de dois anos atrás que eu percebi: a felicidade se encontra naquilo que julgamos simples demais, ou improvável demais. Se encontra naquilo que valorizamos pouco, mas amamos muito. Se encontra dentro de nós. Felicidade, então, é amar a si mesmo como já chegou a amar aquele alguém um dia. É encontrar, em si mesmo, forças para superar o dito insuperável. É gostar de si mesmo como jamais outro alguém gostaria. E foi naquele momento que percebi o quão feliz sou. O quão capaz sou. O quão capaz somos de desenhar nossa própria felicidade e de apagar as lembranças ruins, deixando só a saudade. E é saudade que sinto e sempre sentirei. Mas é de sorrisos que vivo, e sempre viverei.



Clara Ayroza

sábado, 15 de setembro de 2012

Renovando o céu em mim

   Mais um final de semana começa e eu ainda me preocupo com o último, prova disso é que procuro minha dignidade até hoje. Brincadeira. A questão é que depois de eu ter visto algumas fotos do último sábado e ter superado a ressaca moral, que afeta a todos em algum momento, me sinto novo. Fiz da experiência um aprendizado e deixei em mim só o que é bom. Antes que você duvide, até o cachorro de minha vizinha, que sempre latia pra mim enquanto eu passava, percebeu isso e parou de latir para o Paulo aqui. Renovado, é assim que me vejo diante do espelho e isso se deve não porque ganhei na loteria ou perdi peso, mas porque revi meus conceitos e refleti comigo mesmo. Terminei de ler meus livros que estavam estacionados, comi aquele brigadeiro e um cappuccino bem doce (pra espantar a acidez da vida) sem sentir qualquer culpa, adociquei minhas palavras e me abri para os abraços, procurei no pôr do sol um alívio e no sorriso de meus amigos uma ajuda. Não podia deixar que as circunstâncias que me rodeavam endurecessem meu coração. Esse é o problema: quando as coisas estão ruins, há quem prefira piorar mais ainda, se jogar no poço das lamentações e de lá não sair tão cedo, mas acredite, a luz é sempre mais convidativa - basta enxergar com a sensatez. Enfim, nada que uma boa prece e uma dose de rock'n'roll não desse jeito, não é mesmo? Estou abandonando pesos desnecessários, julgamentos e a tal da vitimização, sempre em frente. Assim eu me livro do poço e de todos esses latidos inconvenientes. Agora me permitam compartilhar uma foto que tirei quando o céu sorriu para mim:


Paulo Justiniano

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Primeiro voo

   Tudo começou com um jogo de palavras onde o que passava pela cabeça era para ser dito. Depois, a brincadeira tornou-se a formação de novas frases. Novos olhares para as mesmas coisas. Onde "pássaros" foi a escolha de um e "alma" a de outro, nasceu uma reflexão sobre liberdade, imaginação, pensamento e sentimento. O modo de expressar-se sem limitações. Decidimos, então, reunir aqui tudo aquilo que nossa essência nos diz. Sem rótulos, sem limites. Tudo aquilo que quer sair, mas acaba ficando em casa. Tudo aquilo que quer voar, mas acaba recolhendo as asas. Agora a vontade saiu da gaiola e foi atrás de novos ares para colorir os sóis desconhecidos e contemplar as estrelas. O nosso peito já não conseguia mais abrigar a força das palavras que alvoreciam antes mesmo de nós. E por isso nosso suspiro vira poesia, o cotidiano se torna um conto, um choro produz a canção, um abraço já é prosa e embalados pelo desgaste do mundo ainda conseguimos encontrar rimas. Bem vindos ao nosso ninho e tenham um bom voo.

Com carinho, Clara e Paulo