Viajar com o colégio é sempre bom, mas viajar para lugares em que parte do seu coração mora, é melhor ainda. É como se, mesmo longe, a gente se sentisse em casa, e não tem coisa que eu goste mais do que me sentir em casa. Estar ali, em meio àquele rio de saudades, só fez com que uma série de lembranças invadissem minha mente. Só eu sei o tamanho da importância que aqueles 7km de praia têm pra mim. Por uma fração de segundo, revivi cada momento que passei naquele lugar. Cada palavra, cada abraço, cada passo. Tudo aquilo que me completava, mas já não completa mais. Tudo aquilo que me sorria, mas já não sorri mais. Tudo aquilo que eu amava, e continuo amando em dias atuais. Eu era feliz e não sabia. Eu sou feliz, mas não sabia. Foi chorando a nostalgia de dois anos atrás que eu percebi: a felicidade se encontra naquilo que julgamos simples demais, ou improvável demais. Se encontra naquilo que valorizamos pouco, mas amamos muito. Se encontra dentro de nós. Felicidade, então, é amar a si mesmo como já chegou a amar aquele alguém um dia. É encontrar, em si mesmo, forças para superar o dito insuperável. É gostar de si mesmo como jamais outro alguém gostaria. E foi naquele momento que percebi o quão feliz sou. O quão capaz sou. O quão capaz somos de desenhar nossa própria felicidade e de apagar as lembranças ruins, deixando só a saudade. E é saudade que sinto e sempre sentirei. Mas é de sorrisos que vivo, e sempre viverei.
Clara Ayroza

Gostaria de parabenizar vc e Paulo, vcs são incríveis, escrevem coisas lindas que inspiram e emocionam. Obrigada por publicarem palavras tão belas e tornarem-as parte da minha vida.
ResponderExcluirAtenciosamente, uma cara estranha